Carolina Moya de terno preto, sentada sobre uma caixa de transporte, sob um foco de luz em fundo escuro

Sobre · São Paulo, 1985

Carolina
Moya

Artista multilinguagens e pesquisadora. Há mais de duas décadas desenvolve uma investigação que articula performance, dança, artes visuais, instalação e audiovisual, com ênfase no corpo, na materialidade e nos gestos manuais.

Sua pesquisa dialoga com as culturas populares brasileiras e com o flamenco, a partir de uma perspectiva ética, decolonial e contemporânea. Aborda território, memória, travessias, alteridade e pertencimento, compreendendo o deslocamento como condição estética, política e poética.

FormaçãoComunicação das Artes do Corpo, PUC-SP · Licenciatura em Artes Visuais, Claretiano · Mestrado em Artes Visuais, UFPE
ApresentouItaú Cultural · Sesc · CRD São Paulo · Centro Cultural Banco do Nordeste · festivais no interior, no Nordeste e na América Latina

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Para curadorias, editais e imprensa

Bio
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“O indivíduo troca informação com estes vários outros, que tem dentro de si. A gente tem um roteiro frágil do que a gente é. Talvez a gente supere a loucura colocando todos estes outros que nos pertencem em contato.” Amálio Pinheiro.

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Carolina Moya (São Paulo, 1985) é artista multilinguagens e pesquisadora. Sua trajetória tem como determinante os deslocamentos entre São Paulo (capital), Piracicaba, Olinda e Recife e Florianópolis territórios que atravessam e informam diretamente sua pesquisa artística.

Formada em Comunicação das Artes do Corpo (PUC-SP) e licenciada em Artes Visuais (Claretiano) e mestra em Artes Visuais pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Carolina desenvolve, há mais de duas décadas, uma investigação autoral que articula performance, dança, artes visuais, instalação e audiovisual, com forte ênfase no corpo, na materialidade e nos gestos manuais. Sua pesquisa dialoga com práticas das culturas populares brasileiras e com o flamenco, investigados de forma continuada a partir de uma perspectiva ética, decolonial e contemporânea.

Sua produção aborda temas como território, memória, travessias, alteridade e pertencimento, compreendendo o deslocamento como condição estética, política e poética. Trabalhando a partir da condição de quem está em trânsito, de quem não se ancora plenamente em um lugar, mas constrói vínculo na escuta, no tempo e na prática. O deslocamento não é apenas geográfico, mas também corporal, cultural e simbólico entendendo a identidade, portanto, como algo sempre movente, nunca fixo e estanque.

Entre seus trabalhos de destaque estão a trilogia Poética das Travessias, composta por Veredas (2019), Eu Não Sou Daqui (2022) e Arado-Aboio-Auto (2024).

Apresentou seus trabalhos em importantes espaços culturais como Itaú Cultural, SESC, CRD – Centro de Referência da Dança de São Paulo, Centro Cultural Banco do Nordeste e festivais e circuitos independentes no interior, no Nordeste do Brasil e América Latina. Atualmente, sua pesquisa se aprofunda na criação de obras itinerantes, site-specific e ações de circulação em territórios não hegemônicos, articulando arte contemporânea, escuta territorial e práticas de acesso e democratização cultural.


Seus processos artísticos são multilinguagens e se organizam a partir do corpo como eixo central independente da linguagem da obra. A maioria de seus trabalhos de artes visuais envolvem materiais como terra, cerâmica, aço, ferro, tecidos, vidro, espelho.

O que move seu trabalho é a busca por criar lugares subjetivos de repouso em um mundo marcado pelo deslocamento constante. O que deseja provocar no encontro com o público é uma experiência de presença. Busca impactar as pessoas da mesma forma que é impactada pelo cotidiano extraordinário: pela enormidade do numinoso que se manifesta em gestos simples, em materiais frágeis e encontros inesperados.

Criar é uma forma de habitar o mundo com atenção, de sustentar perguntas sem respostas definitivas e de construir, coletivamente, pequenos territórios de sentido.

Travessias

Os deslocamentos entre São Paulo, Piracicaba, Olinda, Recife e Florianópolis atravessam e informam diretamente a pesquisa.

São Paulo

Nascimento, 1985. PUC-SP. Azougue, Manjarra, Oficina Flamenkera.

Piracicaba

O rio e a cana. Outras Margens do Rio e Ciaporã. Telúrico Ateliê.

Olinda · Recife

Mestrado na UFPE. Cavalo marinho, maracatu rural. Arado – Aboio – Auto.

Florianópolis

Machete D’Ilha (Carolina Moya e Chico Saraiva), Cumprir-se.

Trajetória

Grupos, mestres, pesquisas de campo e arte-educação: o percurso completo, com fotos e vídeos.

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